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Cotidiano Saúde

Casos de raiva bovina na região deixam produtores em alerta

Nos últimos dias foram confirmados um caso em Terra Roxa e outros quatro em Cascavel

14/01/2022 09h20 Atualizada há 4 dias
Por: Redação
Casos de raiva bovina na região deixam produtores em alerta

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária) registrou neste começo de 2022 cinco novos casos de raiva bovina na região. Os casos da zoonose foram confirmados em Terra Roxa (um animal) e no distrito de São João do Oeste, em Cascavel (quatro animais).

O caso de Terra Roxa foi registrado pelo escritório da Adapar de Marechal Cândido Rondon na última sexta-feira (07). As autoridades sanitárias de Terra Roxa já foram acionadas para tomar as providências cabíveis em relação à saúde humana.

Os casos colocaram as autoridades sanitárias e também os produtores de bovinos da região em alerta. Produtores, principalmente aqueles num raio de 10 quilômetros dos focos, estão sendo orientados para que vacinem os seus rebanhos. Também é importante que os produtores notifiquem os casos suspeitos. A falta de notificação coloca em risco a saúde dos rebanhos da região, podendo expor o próprio ser humano à enfermidade.

“Assim que o proprietário identificar qualquer sinal em herbívoros deve notificar a Adapar. A comunicação também deve ocorrer se observar a presença de animais com mordeduras por morcegos hematófagos ou se houver abrigos desses morcegos”, alertou a coordenadora do Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros da Adapar, Elzira Jorge Pierre.

Outra obrigação do proprietário é fazer uso da pasta vampiricida ao redor das feridas provocadas pelas mordeduras dos morcegos hematófagos nos herbívoros domésticos. Como os morcegos são animais silvestres protegidos pela legislação ambiental, esta é uma maneira permitida para o controle indireto da população dessa espécie.

Nunca se deve tocar diretamente um morcego. Aqueles que forem encontrados mortos ou caídos devem ser encaminhados à Adapar para o diagnóstico laboratorial.

Sinais

A raiva é causada por um vírus cuja variante 3 está associada ao morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que é o principal reservatório e transmissor para os herbívoros domésticos, como bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O animal suspeito de raiva apresenta alteração do comportamento, salivação abundante e dificuldade de locomoção. Os sintomas progridem e podem provocar a paralisia e morte.

O diagnóstico laboratorial somente é possível após a morte do animal suspeito, por meio da coleta de uma amostra de material do sistema nervoso central, que é enviada para exame gratuito. Em caso de resultado positivo, o proprietário e o serviço de saúde são informados para as providências necessárias.

A vacinação dos animais é a única prevenção. A vacina pode ser aplicada a partir dos 3 meses de idade, sendo necessário um reforço após 30 dias e revacinação anual.

Preocupação constante

A raiva em animais herbívoros é uma das preocupações constantes dos pecuaristas da região Oeste do Paraná. Com o Parque Nacional do Iguaçu e várias outras áreas de mata fechada como reservatório de morcegos, seguidamente casos acometem os rebanhos de bovinos, equinos e ovinos dos municípios ao entorno e também dos mais afastados. Transmitida principalmente pelo morcego hematófago (que se alimenta de sangue) a zoonose precisa ser tratada com atenção, até porque também pode ser transmitida para humanos.

A raiva é causada por um vírus e pode ser adquirida por todos os mamíferos. O morcego geralmente ataca animais em locais abertos, devido à facilidade. Eles mordem a presa e sugam o sangue. Se o animal não está imunizado, ele é contaminado com o vírus, que possui um período de incubação bastante variável.  “Nos morcegos, por exemplo, pode demorar até 250 dias até aparecer os primeiros sinais. Nos bovinos, pode variar de 30 a 90 dias. Nos homens, de 20 a 60. Após a manifestação dos sintomas, aí não há mais o que fazer”, explicou Luciana Riboldi, médica veterinária da Adapar.

Situação no Estado

A raiva é uma doença endêmica no Paraná. Nos últimos cinco anos, ocorreram, em média, 60 focos anuais. Só no primeiro semestre de 2021, a Adapar identificou e atuou em 45 focos de raiva dos herbívoros.

A Adapar faz o monitoramento em mais de 800 abrigos de morcegos hematófagos cadastrados. Eles se alimentam exclusivamente de sangue e, se estiverem contaminados com o vírus da raiva, poderão transmiti-la aos animais e aos seres humanos.

Dia Mundial

A data de 28 de setembro foi escolhida pela Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC) como o Dia Mundial Contra a Raiva, com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data tem o objetivo de lembrar a importância de controle e prevenção do vírus que provoca a doença. É uma data simbólica em razão da morte de Louis Pasteur, cientista francês reconhecido pelas notáveis descobertas sobre as causas e prevenções de doenças. Em 1895, ele desenvolveu a vacina antirrábica.

O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, do Ministério da Agricultura, atua com o objetivo de baixar a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos. A estratégia do programa é baseada na adoção da vacinação desses herbívoros, no controle de transmissores e de outros procedimentos de defesa sanitária animal que visam à proteção da saúde pública e ao desenvolvimento de ações futuras para o controle dessa enfermidade.

 Laboratório do Estado é pioneiro no uso de técnica molecular no diagnóstico da raiva-Reprodução

O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), é o primeiro laboratório da Rede Nacional de Agricultura a utilizar o PCR em Tempo Real (qPCR) para diagnóstico da raiva em herbívoros como rotina. A tecnologia, utilizada desde novembro de 2021, substitui o uso de animais para isolamento do vírus na prova confirmatória e possibilita diagnóstico mais preciso e em menos tempo, entre outras vantagens.

“O Sistema de Agricultura do Paraná, de uma forma geral, tem buscado e conseguido entregar bons resultados com o uso de tecnologias mais modernas, e nosso laboratório, que já é uma das referências nacionais, dá mais esse salto de eficiência, demonstrando respeito à agropecuária e à sociedade paranaense”, disse o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

A médica veterinária Maria Constanza Rodriguez destacou que a técnica desenvolvida apresentou melhores resultados. “Até mesmo as amostras mal conservadas ou degradadas podem ser analisadas pelo novo método oferecendo resultado mais confiável”, afirmou.

 

Entre as vantagens, as veterinárias relacionam o fim da necessidade de animais e de grande estrutura de manutenção e cuidados. Eram feitos, em média, 500 testes confirmatórios anuais, o que levava ao uso de cerca de 4 mil camundongos. A isso se soma a redução no tempo de validação do resultado, a possibilidade de processar grande número de amostras simultaneamente e a redução de resíduos e material de descarte gerados.

 

A nova tecnologia possibilita diagnóstico mais preciso e em menos tempo - Divulgação

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