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Opinião Editorial

Ingredientes de uma epidemia

Além das políticas públicas, os especialistas chamam a atenção para as responsabilidades individuais de cada cidadão no combate à dengue

29/04/2022 16h26
Por: Tribuna
Ingredientes de uma epidemia

Quando finalmente a covid-19 parece ter dado uma trégua, um velho fantasma da saúde pública volta a nos atazanar. A dengue parece ter saído do home office para voltar de forma presencial na nossa vida.

Aliás, os sistemas de vigilância da dengue foram muito prejudicados, já que nos últimos dois últimos anos havia um foco quase absoluto na pandemia de covid-19. Em 2019, pouco antes da ascensão da covid, tivemos uma grande epidemia de dengue no país. No Paraná, por exemplo, entre 2019 e 2020, enfrentamos uma das piores epidemias de dengue da história, desde que começou a ser monitorada (em 1991). Naquele período foram registrados 227.724 casos confirmados da doença, com 177 mortes. Até então, o pior período havia sido entre 2015 e 2016, com pouco mais de 56 mil casos e 61 mortes. Agora, no período de agosto de 2021 e os primeiros meses de 2022 o Estado contabiliza mais de 80 mil notificações e cinco mortes pela doença. 

Estamos tendo um clima especialmente favorável à dengue neste ano, com chuvas intensas e prolongadas. Para o Aedes aegypti, as chuvas são sinônimo de água parada, local onde os ovos do mosquito eclodem e as larvas se desenvolvem até alcançarem a fase adulta.

Além do clima, que foi de estiagem, a própria pandemia da covid e os seus períodos de isolamento social contribuíram para que a dengue não se alastrasse tanto nos dois anos anteriores, porque as pessoas se deslocaram menos pelas cidades.

Como não existe uma vacina aprovada contra a dengue, as ações preventivas mais efetivas envolvem eliminar os criadouros do mosquito. Com a pandemia, sobraram menos recursos para combater o Aedes e existem menos ações que podem ser feitas. Resta apostar no fumacê, que ajuda a inibir o mosquito adulto. Outra atitude importante é ampliar e reforçar os serviços públicos de saúde, para conseguir acolher os pacientes com complicações da dengue.

Além das políticas públicas, os especialistas chamam a atenção para as responsabilidades individuais de cada cidadão no combate à dengue. Aqui entram aquelas recomendações clássicas de evitar qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. Vale fazer uma faxina no quintal, com especial atenção para depósitos, calhas e objetos que ficam ao relento e podem acumular água da chuva. 

Por fim, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, como febre, cansaço, vermelhidão em partes do corpo, coceira e dores na cabeça, nos músculos, nas articulações ou atrás dos olhos. Após o diagnóstico da doença, a recomendação é fazer repouso, caprichar na hidratação e, se necessário, usar remédios que aliviam alguns desses incômodos. Todos precisam conhecer também os sinais de que a doença pode estar evoluindo para as formas mais graves. Os principais são vômitos difíceis de controlar, febre que não diminui, dor na barriga e sangramentos. Nessa situação, é essencial procurar atendimento médico o mais rápido possível.

 

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