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Opinião Editorial

Porco magro

Os produtores estão sentindo o impacto causado pelos baixos preços da carne suína nas prateleiras dos mercados e a grande oferta dos produtores independentes e também das indústrias

16/06/2022 14h36
Por: Tribuna
Porco magro

A suinocultura, uma das principais atividades agropecuárias da região enfrenta atualmente um cenário preocupante para o setor. Os produtores estão sentindo o impacto causado pelos baixos preços da carne suína nas prateleiras dos mercados e a grande oferta dos produtores independentes e também das indústrias. Consequentemente, muita gente está abandonando a atividade.

O suíno foi a proteína animal que mais cresceu nos últimos anos no Brasil. Entre 2016 e 2021, a produção aumentou mais de 30%, sendo que o Paraná foi o responsável por 1,7 milhão de cabeças, se tornando o segundo maior produtor do país no último ano.

Mas o aumento da produção não representa lucratividade. Pelo contrário, com o cenário de grande oferta, aliado à alta no custo de produção, os preços pagos aos produtores está em queda e, em alguns casos, chega a provocar prejuízo de até R$ 300 por animal.

Os grãos, especialmente o milho, que formam a parte principal da alimentação dos suínos, estão com um valor muito alto. 

Além dos fatores internos, questões internacionais também têm afetado a crise na suinocultura. Há cerca de três anos, a peste suína africana na China dizimou os plantéis daquele país, que era o primeiro em produção de suíno no mundo. Os brasileiros acreditavam que levaria muitos anos para a China se recuperar e investiram no aumento da produção local. Mas, os chineses tiveram uma recuperação rápida e já estão quase no mesmo nível de produção de antes do problema sanitário. Por consequência começou a sobrar porco no Brasil. 

Outro grande impacto foi a guerra na Ucrânia. O Brasil estava preparado para vender em torno de 100 mil toneladas de carne suína para a Rússia. Com os embargos para a Rússia, além dessa carne não ir mais para lá, outros países que vendiam carne para a Rússia passaram a descarregar seus produtos em mercados onde o Brasil estava vendendo, provocando a diminuição na exportação de carne suína brasileira para o restante do mundo.

O primeiro a ser afetado, naturalmente, é o produtor. Como diz o velho ditado que “a corda sempre se rompe do lado mais fraco”. Mas neste caso não é apenas o produtor que vai sofrer as consequências. O produtor pode levar com ele os frigoríficos, os vendedores de insumos e todos que fazem parte da cadeia. 

Para frear os prejuízos estão sendo diminuídos os plantéis, e a recomendação é que seja diminuído 20% na indústria. Medidas no governo também estão sendo aplicadas para amenizar a situação. Mas a tendência é que somente no fim do ano ocorra uma estabilização no setor, com diminuição do custo de produção após a colheita de milho e soja. 

 

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