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Entre águas e esperança: relatos de um voluntário no Rio Grande do Sul

Rafael Alexandre Schroder narra sua experiência como voluntário nas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, destacando ações de coragem e humanidade

07/06/2024 13h30
Por: Redação Fonte: Tribuna do Oeste
Rafael acompanhado de outros rondonenses voluntários em ação no Rio Grande do Sul
Rafael acompanhado de outros rondonenses voluntários em ação no Rio Grande do Sul

Diante da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram um rastro de devastação e desespero, muitos corações se mobilizaram para ajudar. Entre eles, Rafael Alexandre Schroder, um rondonense que viajou ao estado gaúcho como voluntário, mergulhando no coração da catástrofe para prestar auxílio às vítimas desta calamidade natural. A experiência, marcada pela dor, mas também pelo espírito de solidariedade, revela a essência da humanidade em momentos de crise.

Rafael compartilha conosco, nesta entrevista exclusiva ao "Tribuna do Oeste", detalhes profundos sobre o impacto das enchentes nas comunidades afetadas e as ações de voluntariado que transformaram tanto a vida dos assistidos quanto a dele próprio. Acompanhe as reflexões de quem viu de perto o desastre e a força da solidariedade humana, trazendo relatos que alternam entre a dura realidade e a esperança renovada.

As palavras de Rafael nos transportam para os desafios enfrentados e as lições aprendidas em meio aos escombros. Ele destaca a importância da ajuda imediata e como pequenos gestos podem significar a diferença entre o desalento e o alento. Com um olhar humanizado, ele narra a jornada de quem atuou na linha de frente da tragédia, oferecendo um retrato vívido da resiliência e da generosidade que emergem das adversidades.

Tribuna do Oeste: Rafel, você pode nos contar detalhadamente como foi a sua experiência ajudando as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul?

Rafael: A experiência foi extremamente desafiadora e ao mesmo tempo gratificante. Chegamos em Roca Salles, que estava completamente devastada. O impacto visual foi muito forte, era como se a cidade tivesse sido apagada do mapa. Trabalhamos incansavelmente, limpando escombros e reconstruindo o que era possível. Apesar do cansaço e do cenário desolador, cada pequeno progresso nos dava esperança e nos motivava a continuar.

Tribuna do Oeste: Muitos retornam de voluntários em desastres sentindo-se transformados. Foi assim para você?

Rafael: Absolutamente. É uma jornada transformadora, você volta diferente, sem dúvida. Ao enfrentar de perto a realidade dura daqueles que perderam tudo, você começa a repensar suas próprias prioridades e a valorizar mais o que tem. A gratidão e o alívio das pessoas quando recebiam nossa ajuda reforçavam a importância de estar lá, fazendo a diferença.

Tribuna do Oeste: Qual foi a principal motivação para você se tornar um voluntário nessa situação?

Rafael: A vontade de ajudar veio do coração. Sabendo da gravidade da situação através das notícias, senti que precisava fazer algo. Inicialmente, a ideia era simples, mas com o envolvimento de mais amigos e conhecidos, percebemos que poderíamos fazer mais. Equipados melhor, fomos capazes de ajudar de forma mais significativa, e isso foi impulsionado pelo desejo coletivo de fazer a diferença.

Tribuna do Oeste: Quais foram as principais dificuldades enfrentadas por você e sua equipe durante a missão?

Rafael: As dificuldades foram muitas, desde logísticas até emocionais. As condições das estradas complicavam o acesso às áreas mais afetadas. Encontrar combustível e locais para reabastecimento também era um desafio constante. Emocionalmente, era difícil lidar com a dor e o desespero das pessoas, mas sabíamos que nossa presença e trabalho ajudavam a aliviar um pouco de seu sofrimento.

Tribuna do Oeste: Como as pessoas que vocês ajudaram reagiram à assistência recebida?

Rafael: As reações eram de profunda gratidão. Em muitos momentos, as pessoas apenas queriam conversar, contar suas histórias e compartilhar suas perdas. Cada 'obrigado' que recebíamos nos dava mais força para continuar. Muitos não tinham palavras, apenas lágrimas, e esses momentos de emoção pura eram extremamente tocantes.

Tribuna do Oeste: Para aqueles que estão considerando o voluntariado em desastres, o que você diria com base na sua experiência?

Rafael: Eu diria que vale muito a pena. O trabalho é árduo, as condições são difíceis, mas a sensação de fazer a diferença na vida de outras pessoas é incomparável. Se você tem a oportunidade e o desejo de ajudar, não hesite. Além do mais, essa experiência oferece uma nova perspectiva de vida que é muito enriquecedora.

Tribuna do Oeste: Muito obrigado por compartilhar sua história conosco, Rafael. Alguma última mensagem para nossos leitores?

Rafael: Obrigado pela oportunidade. Gostaria de encorajar todos a considerarem ajudar de qualquer forma que puderem. Mesmo as menores ações podem ter um grande impacto nas vidas daqueles que estão sofrendo. Solidariedade é uma força poderosa, e juntos podemos superar grandes desafios. Continuem contribuindo e mantendo o espírito de comunidade vivo.

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