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Cotidiano superação

Jadir Zimmermann: “A vida é um sopro. Devemos fazer hoje, aquilo que gostamos e não adiar os sonhos, pois pode não dar tempo de realizá-los” –

O rondonense, que em maio deste ano foi acometido pela Covid-19, ainda se recupera da doença com a musculatura bastante comprometida, sem poder andar

17/09/2021 14h43
Por: Redação
Jadir Zimmermann: “A vida é um sopro. Devemos fazer hoje, aquilo que gostamos e não adiar os sonhos, pois pode não dar tempo de realizá-los” –

Jornalista, empresário, rotariano, motociclista, ciclista e pai de família, são essas e outras as atividades do rondonense Jadir Zimmermann. Ele, que há algum tempo desenvolve suas funções profissionais em Cascavel, sempre foi uma pessoa bastante ativa. Mas, em 2021, sua vida sofreu uma reviravolta. No final do mês de maio, exame e sintomas apontavam estar acometido pela Covid-19. A doença se agravou e Jadir teve que ser entubado. Hoje, quase quatro meses após o diagnóstico, ainda se recupera das consequências do tratamento a que foi submetido para vencer o vírus. O jornalista concedeu entrevista a reportagem do jornal Tribuna do Oeste, quando falou dessa experiência e de como passa a ver a vida após tudo isso.

TRIBUNA DO OESTE – Como acha que contraiu o vírus?

JADIR ZIMMERMANN - Não tenho certeza como foi. Sempre tive muito cuidado, justamente para evitar o vírus. Mas, fomos vítimas de um surto que atingiu a maioria das pessoas que trabalham comigo no escritório em Cascavel. Das pessoas que contraíram o vírus, eu e um colaborador de 43 anos fomos os casos mais graves. Passei 37 dias hospitalizado, sendo 28 na UTI. O meu colega de trabalho, infelizmente, não resistiu e acabou falecendo após semanas de luta na UTI.

Após receber o diagnóstico positivo para Covid-19, qual foi sua reação?

Quando tive os primeiros sintomas, imediatamente procurei atendimento médico. O teste só fiz no terceiro dia, após o início dos sintomas e não me pegou de surpresa, pois os sintomas eram muito evidentes. Tive dores pelo corpo, irritação na garganta, febre, tosse e, por último, falta de ar.

Qual foi o momento mais crítico e como foram os dias desde o internamento até a saída do hospital?

Quando contrai o vírus imaginei que, como a maioria, em poucos dias iria superar a doença. Mas comigo não foi assim. Mesmo medicado desde o início dos sintomas, os dias foram passando e nada de melhoras. Fui quatro vezes ao hospital até que na última fiquei internado, justamente no dia em que terminaria o meu isolamento caso a evolução tivesse sido positiva. Creio que os quatro dias após o internamento, até ser intubado, foram os piores. Eu estava internado na perspectiva de melhorar e percebia que só estava piorando. Sentia cada vez mais fraqueza e falta de ar e com isso aumentava também a agonia. Mas, sem dúvida alguma, o momento de maior angústia foi quando recebi a informação de que precisava ser intubado.

Como está hoje? O tempo em que esteve no hospital gerou consequências negativas?

De forma geral, estou bem. Aliás, já saí bem do hospital. Contudo, o tratamento na UTI a base de drogas muito fortes, como os neurobloqueadores, e o fato de ter ficado várias vezes na posição de prona, me deixaram com a musculatura bastante comprometida, especialmente nas extremidades, ou seja, braços e pés. Faço fisioterapia diariamente para recuperar os movimentos, mas é um processo muito longo. Ainda não consigo caminhar sozinho e o movimento nos braços continua comprometido. Tenho consciência que o processo de recuperação ainda será longo e agradeço por ter o suporte da minha esposa Beatriz e dos meus filhos Juliano e Ana Júlia, para superar essa fase.

Quem era o Jadir antes de passar pela Covid-19 e quem é o Jadir hoje? O que mudou na sua vida?

Eu sempre fui muito ativo, profissional e socialmente. Sempre na correria, com pouco tempo para mim mesmo. Ironicamente as sequelas que vieram com o tratamento da Covid me obrigaram a parar. Isso foi muito difícil, especialmente nas primeiras semanas. Tive crises de choro, pois não me conformava com a situação. Isso me fez repensar o modo de vida e avaliar o que realmente vale a pena. Uma coisa eu tenho certeza: não quero mais aquela correria de antes. Quero viver mais a família e os amigos, o que realmente importa na vida.

Qual a lição de vida que podemos tirar após passar por tudo isso? Ficaram medos?

A lição que fica é que a vida é um sopro. Por isso devemos fazer hoje, aquilo que gostamos e não ficar adiando os sonhos para o futuro, pois pode não dar tempo de realizá-los. Aprendi também que é nas pequenas coisas que residem as maiores alegrias. Percebi que um simples copo de água pode ser a coisa mais importante, mais desejada, quando você está há muitos dias sem molhar a boca.

Considerações finais.

Não poderia deixar de agradecer a todos os profissionais de saúde que me atenderam durante esses dias, tanto no Hospital Rondon quanto no Intensicor, em Toledo, bem como as fisioterapeutas e médicos que ainda me atendem. Devo a minha vida a competência desses profissionais, a ciência e as muitas orações de diversas pessoas. Muito obrigado a todos. A minha mensagem final é para que as pessoas tomem consciência e respeitem esta doença. Para muitos, ela pode ser só uma “gripezinha”, mas para outros ela é fatal ou muito traumática. Tomem a vacina, usem máscara, façam a higiene das mãos e mantenham o distanciamento social. Possivelmente teremos que conviver com esse mal por muito tempo. E lembre-se: valorize as pequenas coisas da vida e quem está próximo de você. É isso que realmente importa.

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