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Safra ameaçada

O plantio da soja deveria começar em setembro, mas, por conta da falta de chuvas, enfrenta problemas em várias regiões

01/10/2021 10h52
Por: Editor
Safra ameaçada

A maior seca dos últimos 91 anos é a principal ameaça à próxima safra de grãos do Brasil. O plantio da soja deveria começar em setembro, mas, por conta da falta de chuvas, enfrenta problemas em várias regiões. E o risco climático já entrou no radar de economistas como um fator que pode pressionar os preços da comida e provocar estragos na inflação do ano que vem. Se esta previsão se confirmar, não vamos ter um cenário tão amistoso para alimentos, o que pode pressionar a inflação de 2022.

A falta de chuvas é uma das maiores preocupações dos produtores hoje. No momento, a maioria dos agricultores do Paraná, por exemplo, está com os insumos no galpão - adubos, sementes, herbicidas -, mas o clima não é favorável ao plantio. E, se a soja atrasar muito, pode comprometer também o milho safrinha, que é plantado logo após a colheita da soja.

O risco de chuva escassa é concreto e consta nas previsões dos meteorologistas. As previsões são de que as chuvas devem voltar nos próximos dias. Mas, em dezembro, o cenário pode mudar, com a redução das precipitações. A segunda metade da primavera e o verão deverão ser marcados pelo fenômeno climático da La Niña, que reduz as chuvas na região. Os efeitos da La Niña serão mais sentidos a partir do final de novembro e o fenômeno deve continuar até o primeiro trimestre de 2022.

Apesar da falta de chuva, e mesmo com custos, em média, 30% maiores em relação aos do ano passado (no caso da soja), os agricultores estão dispostos a ampliar a área plantada de praticamente todas as lavouras. Isso se deve aos bons preços das commodities agrícolas no mercado internacional - o que, na contramão, também tem efeitos diretos na alta da inflação no País.

Nas projeções do Ministério da Agricultura, algodão, arroz, milho e soja terão aumentos de área plantada, na safra 2021/2022, em relação à última safra. Com esse aumento de área, a projeção de safra feita é de 289,6 milhões de toneladas, o que configuraria um novo recorde.

Mas, o cenário pode não ser tão positivo assim.Os preços da soja e do milho se mantiveram em patamares elevados nos últimos tempos, em boa parte, pela grande liquidez de recursos no mercado internacional, injetados pelos estímulos fiscais dados pelo governo americano e pelos juros baixos naquele país. Agora, com a sinalização do governo dos Estados Unidos de retirada desses estímulos e aumento de juros, a perspectiva de recuo dos preços, que já começou, deve se acelerar.

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