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A chuva voltou, mas a crise energética persiste

Prevê-se agora que a capacidade dos reservatórios dessas regiões chegue a algo em torno de 16%, no final de novembro

22/10/2021 14h55
Por: Editor
A chuva voltou, mas a crise energética persiste

Lá por volta de junho, o brasileiro soube que o nível d’água nos lagos das usinas hidrelétricas era tão baixo e ainda cairia tanto que o risco de racionamento de eletricidade era desesperador. A situação continua ruim, mas está melhor do que o esperado em meados do ano.

O risco diminuiu porque planos funcionaram e os céus ajudaram um pouco, mandando chuva. Na nossa região em outubro já choveu mais de 300 milímetros e em alguns lugares mais de 400, o que é bem superior a média de precipitações para o mês.

Se para a agricultura é ótimo, no setor energético melhorou um pouco, mas ainda estamos em emergência, que deve durar pelo menos até março ou abril de 2022, se der tudo certo. A conta de luz continuará salgada até lá, pelo menos.

A energia armazenada nas usinas do Sudeste e do Centro-Oeste deve chegar no final de novembro a um nível menor do que o de novembro de 2020, segundo as previsões atuais. Por que Sudeste e Centro-Oeste? Porque 70% da capacidade máxima de armazenamento está nas hidrelétricas dessas regiões.

Na última semana, a água armazenada nas usinas de Sudeste e Centro-Oeste representava 16,8% de capacidade de produção de energia. No ano de 2014, quando tivemos a última grande crise energética, era de 23% no mesmo período. O risco não depende, claro, apenas de medida simplória de água nesses lagos, mas da energia disponível em outras regiões e de outras fontes, além da interligação desse sistema (linhas de transmissão) e da importação de eletricidade dos vizinhos Argentina e Uruguai.

Prevê-se agora que a capacidade dos reservatórios dessas regiões chegue a algo em torno de 16%, no final de novembro. A média dos sete anos ruins de 2014 a 2020 foi de 22,9%. Nos sete anos bons de 2005 a 2011, a média foi de 52%.

Têm dado certo as providências técnicas das autoridades do setor elétrico, que tem tirado leite de pedra. Além do mais, as temperaturas ficaram mais amenas, com menos gente usando ar condicionado, o que também ajuda, além das chuvas acima do previsto. Mas estamos no limite e não dá para saber o volume de chuvas até o final de novembro. Por isso, não há folga e devemos continuar economizando energia. Mesmo assim ainda serão necessárias mais medidas heroicas nos próximos meses para evitar um racionamento, que seria um desastre econômico.

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