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Gastança eleitoreira

A esperança depositada pelo povo brasileiro

29/10/2021 12h21
Por: Editor
Gastança eleitoreira

 

 A esperança depositada pelo povo brasileiro na eleição presidencial de 2018 aos poucos vai se esvaindo.  Aquela esperança de que o presidente Jair Bolsonaro seria diferente dos outros políticos desse país já não é mais a mesma de três anos atrás.  Primeiro foi a aproximação do “centrão”, sempre tão condenada por ele mesmo, adotando a famigerada política do “toma lá dá cá”. Agora é a gastança claramente eleitoreira com o novo programa social do Governo Federal batizado de Auxílio Brasil, que prevê o repasse de R$ 400 mensais para as famílias mais vulneráveis do País.

É um programa justo, sim, mas deveria ser levado à prática sem estourar o teto das contas públicas, uma prática típica de políticos profissionais que só enxergam a eleição. Uma revisão com antecedência da regra teria evitado a situação atual, dado que já se sabia que o antigo Bolsa Família estava defasado e com fila represada.

O governo poderia, se a sua prioridade fosse de fato ajudar os mais carentes, ter cortado despesas desnecessárias e injustificáveis para aumentar o auxílio aos mais pobres. Isso seria o normal se houvesse alguma preocupação com o uso eficiente e seguro do dinheiro público. Mas, as propostas da equipe econômica colocadas na mesa de Bolsonaro não tiveram apoio da ala política nem de líderes do Centrão, que não quiseram cortar na própria carne para ampliar os recursos da área social. O resultado disso foi a renúncia de quatro dos principais auxiliares do ministro Paulo Guedes, dando sinal de haver chegado a um limite.

Estourar o teto de gastos causará muito mais que problemas contábeis. Gastança imprudente, sem fonte segura de financiamento, desarranja as contas oficiais, aumenta os juros pagos pelo Tesouro, infla a dívida pública e aumenta a insegurança do mercado.

O presidente vai deixar uma bomba fiscal para seu sucessor, talvez para ele mesmo. Além disso, investidores inseguros tendem a correr para o dólar e para outros ativos estrangeiros, provocando instabilidade cambial e afetando, por conseguinte, os preços internos. A inflação mais intensa já inferniza o dia a dia das famílias e torna mais complicada a sobrevivência de milhões de pessoas pressionadas pela perda de renda. Com os preços em alta mais acelerada, o dinheiro fornecido pelo Auxílio Brasil será em boa parte corroído já no próximo ano.

As projeções indicam menor criação de empregos, vida mais cara e piores condições para os trabalhadores. Com certeza não é essa a “ajuda aos pobres” que queremos.

 

 

 

 

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